domingo, 1 de abril de 2012

ENCENAÇÃO DA PAIXÃO, MORTE E RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO PELAS CRIANÇAS DA CATAQUESE









































PROGRAMAÇÃO DO DIA - 01 de Abril

 DOMINGO DE RAMOS - 01 de Abril

* 06:00h – Concentração dos fiéis no Centro Comunitário da Vila Nova

* Solene Bênção dos Ramos – Logo em seguida Procissão e Missa no Centro Pastoral

* 09:30h – Comunidade de Trussu – Procissão e em seguida, Santa Missa na Capela

* 16:00h – Concentração dos fiéis na capela Mãe dos Pobres, Bênção dos Ramos, Procissão seguida de Missa na Capela de Nossa Senhora Aparecida – Vila Aroeira

* 19:00h – Missa no Centro Pastoral

Neste Domingo, aclamamos Jesus como o Messias que vem realizar as promessas dos profetas e instaurar definitivamente o Reino do Deus da vida: Justiça para os pobres e marginalizados; participação de todos nos bens e na construção da sociedade; convivência fraterna na partilha; paz no mundo e entre as nações; o diálogo aberto e sincero entre as culturas; enfim, a realização plena do sonho de Deus para este mundo e a certeza da vida nova pronunciada para todos na Ressurreição de Jesus. É muito importante a participação na procissão neste dia. Os ramos devem ser conservados como um sinal e testemunhos da fé em Cristo e na sua vitória pascal.

PALAVRA DE VIDA – Abril de 2012

A cada mês, uma frase das Escrituras é proposta para ser posta em prática. Um modo simples e eficaz de pautar a vida pelo Evangelho. Experimente você também.

"Vós já estais limpos por causa da palavra que vos falei." 
(Jo 15,3)


Certamente o coração dos discípulos, ouvindo essa tão decidida palavra de encorajamento de Jesus, deve ter tido um sobressalto de alegria.
Como seria maravilhoso se Jesus pudesse dirigi-la também a nós! 
Para sermos mais dignos disso, vamos tentar compreendê-la.
Jesus acabou de fazer a conhecida comparação da videira e dos ramos. Ele é a verdadeira videira, o Pai, o agricultor, que corta os ramos infrutíferos e poda todo ramo que dá fruto, a fim de que frutifique ainda mais.
Após essa explicação, ele afirma:

“Vós já estais limpos por causa da palavra que vos falei.”

 “Já estais limpos…”. Mas de que pureza Jesus está falando?
Trata-se daquela atitude de espírito necessária para estar diante de Deus, da ausência daqueles obstáculos (como o pecado, por exemplo) que se opõem ao contato­ com o sagrado, ao encontro com o divino.
Para termos essa pureza é necessária uma ajuda do Alto.
Já no Antigo Testamento o homem havia tomado consciência da sua incapacidade de aproximar-se de Deus contando unicamente com as próprias forças. Era preciso que Deus purificasse o seu coração, lhe desse um coração novo.
Há um belíssimo Salmo que diz: “… criai em mim, ó Deus, um coração puro” (Sl 51,12).

“Vós já estais limpos por causa da palavra que vos falei.”

 Pelo que diz Jesus, existe um meio para sermos puros: é a sua Palavra. Aquela Palavra que os discípulos ouviram e acolheram foi que os purificou.
Com efeito, a Palavra de Jesus não é como as palavras humanas. Nela está presente o Cristo assim como ele está presente, de outra maneira, na Eucaristia. Através dela Cristo entra em nós. Aceitando-a, praticando-a, fazemos com que Cristo nasça e cresça em nosso coração.
Paulo VI dizia: “De que modo Jesus se torna presente nas almas? Através da comunicação da Palavra passa o pensamento divino, passa o Verbo, o Filho de Deus feito homem. 
Poderíamos afirmar que o Senhor se encarna em nosso íntimo quando nós aceitamos que a Palavra venha viver dentro de nós”. 

“Vós já estais limpos por causa da palavra que vos falei.”

 A Palavra de Jesus é comparada também a uma semente lançada no íntimo de quem crê. Uma vez acolhida, ela penetra no homem e, como uma semente, desenvolve-se, cresce, dá frutos, “cristifica”, tornando-nos semelhantes a Cristo.
Interiorizada assim pelo Espírito Santo, ela tem real­mente a capacidade e a força de conservar o cristão longe do mal: enquanto ele deixar agir em si a Palavra, ficará livre do pecado e, portanto, puro. Só cairá no pecado se deixar de obedecer à verdade. 

“Vós já estais limpos por causa da palavra que vos falei.”

 Como devemos viver, então, para também merecermos o elogio de Jesus?
Colocando em prática cada Palavra de Deus, nutrindo-nos dela momento por momento, fazendo da nossa existência uma obra de contínua reevangelização. Isso para chegarmos a ter os mesmos pensamentos e sentimentos de Jesus, para revivê-lo no mundo, para mostrar a uma sociedade – muitas vezes emaranhada no mal e no pecado – a divina pureza, a transparência que o Evangelho proporciona.
Durante este mês, além disso, quando for possível (ou seja, se também outras pessoas compartilharem nossas intenções), procuremos colocar em prática de maneira especial aquela Palavra que exprime o mandamento do amor recíproco: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Para o evangelista João, que nos traz a frase de Jesus que hoje estamos considerando, existe realmente uma ligação entre a Palavra de Cristo e o mandamento novo.
Esse apóstolo diz que é no amor recíproco que se vive a Palavra com seus efeitos de purificação, de santidade, de impecabilidade, de fruto, de proximidade com Deus. O indivíduo isolado é incapaz de resistir por muito tempo às solicitações do mundo, enquanto que ele encontra no amor mútuo o ambiente sadio capaz de proteger a sua existência cristã autêntica.
Chiara Lubich
www.cidadenova.org.br

 1) Insegnamenti di Paolo VI, V, Cidade do Vaticano, 1967, p. 936
Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em maio de 1982

SANTO HUGO DE GRENOBLE - 01 de Abril

O santo de hoje nasceu em Castelo Novo, na França, no ano de 1053. Fez toda uma caminhada de formação, tornou-se sacerdote e depois foi levado ao Papa Gregório VII para ser ordenado bispo.

Ele disse o seu "sim". Assumiu o bispado em Grenoble e se deparou com uma realidade do Clero, leigos e famílias, que precisavam de uma renovação no Espírito Santo.

Na oração, na penitência, no sacrifício, nas vigílias, junto com outros irmãos, ele foi sendo esse sinal de formação e muitas pessoas foram abraçando e retomando o Evangelho.

Passado algum tempo, Hugo retirou-se para um mosteiro beneditino, mas por obediência a um pedido do Papa, retornou à diocese.

Homem zeloso pela comunhão da Igreja, participou do Concílio em Viena e combateu toda mentalidade que buscava um "cisma" na Igreja, e com outros bispos semeou a paz, fruto da Verdade.

De tantos sacrifícios que fez, oferecendo pela Igreja e pela salvação das almas, ficou muitas vezes doente, mas não desistia. Diante de sua debilidade física, o Papa Inocêncio II o dispensou. Passado um tempo, com quase 80 anos, veio a falecer.

Santo Hugo de Grenoble, rogai por nós!

A PALAVRA DE DEUS


DOMINGO, 1 DE ABRIL DE 2012
Domingo de Ramos

* PRIMEIRA LEITURA (Isaías 50,4-7)
Leitura do Livro do profeta Isaías:
4O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. 5O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás.  6Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus. 


* SALMO (Salmos 21)
— Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes, e ficais longe de meu grito e minha prece?
— Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes, e ficais longe de meu grito e minha prece?

— Riem de mim todos aqueles que me veem,/ torcem os lábios e sacodem a cabeça:/ “Ao Senhor se confiou, ele o liberte/ e agora o salve, se é verdade que ele o ama!”
— Cães numerosos me rodeiam furiosos,/ e por um bando de malvados fui cercado./ Transpassaram minhas mãos e meus pés/ e eu posso contar todos os meus ossos.
— Eles repartem entre si as minhas vestes/ e sorteiam entre si a minha túnica./ Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe,/ ó minha força, vinde logo em meu socorro!
— Anunciarei o vosso nome a meus irmãos/ e no meio da assembleia hei de louvar-vos!/ Vós, que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores,/ glorificai-o, descendentes de Jacó,/ e respeitai-o, toda a raça de Israel!


* SEGUNDA LEITURA (Filipenses 2,6-11)
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses:
6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até à morte, e morte de cruz.  9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome.  10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre, no céu, na terra e abaixo da terra, 11e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


* EVANGELHO (Marcos 15,1-39)
Narrador 1: Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo Marcos:
1Logo pela manhã, os sumos sacerdotes, com os anciãos, os mestres da Lei e todo o Sinédrio, reuniram-se e tomaram uma decisão. Levaram Jesus amarrado e o entregaram a Pilatos. 2E Pilatos o interrogou: Pilatos: “Tu és o rei dos judeus?” Narrador 1: Jesus respondeu: Pres.: “Tu o dizes”.  Narrador 1: 3E os sumos sacerdotes faziam muitas acusações contra Jesus. 4Pilatos o interrogou novamente:  Pilatos: “Nada tens a responder? Vê de quanta coisa te acusam!” Narrador 1: 5Mas Jesus não respondeu mais nada, de modo que Pilatos ficou admirado.  6Por ocasião da Páscoa, Pilatos soltava o prisioneiro que eles pedissem. 7Havia então um preso, chamado Barrabás, entre os bandidos, que, numa revolta, tinha cometido um assassinato.  8A multidão subiu a Pilatos e começou a pedir que ele fizesse como era costume. 9Pilatos perguntou: Pilatos: “Vós quereis que eu solte o rei dos judeus?” Narrador 2: 10Ele bem sabia que os sumos sacerdotes haviam entregado Jesus por inveja. 11Porém, os sumos sacerdotes instigaram a multidão para que Pilatos lhes soltasse Barrabás.  12Pilatos perguntou de novo:  Pilatos: “Que quereis então que eu faça com o rei dos judeus?” Narrador 2: 13Mas eles tornaram a gritar:  Ass.: Crucifica-o! Narrador 2: 14Pilatos perguntou: Pilatos: “Mas, que mal ele fez?” Narrador 2: Eles, porém, gritaram com mais força:  Ass.: Crucifica-o! Narrador 1: 15Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e o entregou para ser crucificado.  16Então os soldados o levaram para dentro do palácio, isto é, o pretório, e convocaram toda a tropa.  17Vestiram Jesus com um manto vermelho, teceram uma coroa de espinhos e a puseram em sua cabeça.  18E começaram a saudá-lo:  Ass.: “Salve, rei dos judeus!” Narrador 1: 19Batiam-lhe na cabeça com uma vara. Cuspiam nele e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante dele.  20Depois de zombarem de Jesus, tiraram-lhe o manto vermelho, vestiram-no de novo com suas próprias roupas e o levaram para fora, a fim de crucificá-lo.  21Os soldados obrigaram um certo Simão de Cirene, pai de Alexandre e Rufo, que voltava do campo, a carregar a cruz.  22Levaram Jesus para o lugar chamado Gólgota, que quer dizer “Calvário”.  23Deram-lhe vinho misturado com mirra, mas ele não o tomou.  24Então o crucificaram e repartiram as suas roupas, tirando a sorte, para ver que parte caberia a cada um.  25Eram nove horas da manhã quando o crucificaram.  26E ali estava uma inscrição com o motivo de sua condenação:  
Ass.: “O Rei dos Judeus”. Narrador 2: 27Com Jesus foram crucificados dois ladrões, um à direita e outro à esquerda.(28)  29Os que por ali passavam o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:  Ass.: “Ah! Tu, que destróis o Templo e o reconstróis em três dias, 30salva-te a ti mesmo, descendo da cruz!” Narrador 2: 31Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, com os mestres da Lei, zombavam entre si, dizendo:  Ass.: “A outros salvou, a si mesmo não pode salvar!” 32O Messias, o rei de Israel... que desça agora da cruz, para que vejamos e acreditemos!” Narrador 2: Os que foram crucificados com ele também o insultavam. 33Quando chegou o meio-dia, houve escuridão sobre toda a terra, até as três horas da tarde.  34Pelas três da tarde, Jesus gritou com voz forte:  Pres.: “Eloi, Eloi, lamá sabactâni?” Narrador 2: Que quer dizer:  Pres.: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Narrador 2: 35Alguns dos que estavam ali perto, ouvindo-o, disseram:  Ass.: “Vejam, ele está chamando Elias!” Narrador 2: 36Alguém correu e embebeu uma esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e lhe deu de beber, dizendo:  Leitor 1: “Deixai! Vamos ver se Elias vem tirá-lo da cruz”.  Narrador 2: 37Então Jesus deu um forte grito e expirou.

(Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.)

Narrador 1: 38Nesse momento, a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes.  39Quando o oficial do exército, que estava bem em frente dele, viu como Jesus havia expirado, disse:  Leitor 1: “Na verdade, este homem era o Filho de Deus!”
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.